A necessidade (e dificuldade) de perdoar
Perdoar: Verbo transitivo direto e indireto que povoa direto (rs) nos lábios de tantas pessoas a sua teoria e falta muito em suas atitudes, ou seja, na prática.
E quem diz que perdoar é fácil, desculpe-me, mas não creio que saiba o que é o perdão verdadeiro.
E é normal acharmos que é fácil, é preciso um discernimento muito grande para saber a diferença entre o perdoar e o desculpar.
Desculpar é que é fácil, não exige tamanha nobreza como o perdão. Desculpamos por coisas pequenas como uma topada sem querer que levamos andando na multidão, uma palavra grosseira que rapidamente nos esquecemos.
Desculpamos coisas grandes também.
Acredito que a maior evidência da desculpa de atos graves é quando na primeira oportunidade que podemos, jogamos na cara a falta que nos fizeram. É quando proferimos a célebre frase com toda determinação: Perdoo, mas não esqueço!
A frase acima pode descrever tanto uma pessoa nobre ou dependente demais. É preciso cautela também com isso, pois das sequências de perdões surgem muitos abusos domésticos, entre outras coisas ruins.
Para perdoar não acho que seja obrigatório voltar a conviver com quem pisou (principalmente se pisou feio) na bola contigo, pelo contrário, penso que se não for alguém muito próximo, como de sua família, que more na mesma casa, o afastamento contribui muito para o leve esquecimento e, consequentemente, aproxima do perdão legítimo.
Perdoar, no meu ponto de vista é se libertar.
Dizem que ao perdoarmos, libertamos ao outro.
Mas vejo que há muitas pessoas que esquecem ou sequer percebem as falhas graves que causam por insensibilidade. Elas não precisam do seu perdão para se sentirem libertas. Não se arrependem, mesmo que depois não entendam quando algo de mau ocorre em suas vidas por não entenderem que colhe-se somente o que se planta.
Perdoar é libertar-se. Libertar-se de ódio, rancor, amargura, mágoas que são doenças que podem acarretar em doenças físicas, que somatizam em nossos corpos e podem ser irreversíveis como as auto-imunes (sim, eu acredito nisso).
O perdão deve ser offline, dentro do seu coração, para que também não vire orgulho e motivo para se vangloriar.
Faz tão bem à alma amar, cuidar, praticar a caridade... Faz bem, mas é um bem que provém do bem.
O perdão é uma dádiva do bem que provém do mau e por isso ele é um remédio tão difícil de se digerir. Dói como uma injeção de Benzetacil, mas cura. Acreditem-me, cura.
Quanto ao perdoar mas não esquecer...
Concordo que perdoar não seja esquecer, mas conseguir lembrar sem sentir qualquer tipo de incômodo, sem sentir mais nada além da libertação de si mesmo.
E conseguir sorrir por essa vitória, pois a batalha mais difícil é a que travamos dentro de nós mesmos.
"A mais alta das vitórias é o perdão". Friedrich Von Schiller
Autoria: Mi F. Colmán
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Agradeço a amiga Mi, autora do excelente espaço, Coluna da Mi, pela autorização da partilha do texto que por sinal, é muitíssimo verdadeiro.
Realmente, sentimentos como rancor, mágoa...corroem todo o lado interno, deixando a pessoa super amarga. Primeiro temos que nos libertar e somente depois, perdoar o outro.
Sem termos esta clara consciência, ficará superficial e não haverá perdão ou pedido de perdão que faça sentido ou resolva qualquer pendência, pois tudo perde a validade, ou melhor:valor, quando restam ressentimentos.
Como o texto deixou muito claro e eu concordo plenamente, se pretende perdoar alguém, faça isso de coração aberto. Faça, antes de tudo, por você.
Um abraço em toda gente atitude, desta amiga!
Lu Nogfer











